O mercado brasileiro de milho registrou preços de estáveis a mais baixos nesta terça-feira (1).
Segundo o consultor de Safras & Mercado Paulo Molinari, há pressão para baixa por parte dos consumidores, embora sem tanta oferta que justifique o movimento.
Preços da saca de milho
Segundo o consultor de Safras & Mercado Paulo Molinari, há pressão para baixa por parte dos consumidores, embora sem tanta oferta que justifique o movimento.
Preços da saca de milho
- Porto de Santos: entre R$ 75 e R$ 85,00 (CIF)
- Porto de Paranaguá: R$ 74,50 a R$ 85
- Paraná: R$ 75 a R$ 79 em Cascavel
- São Paulo: R$ 85 a R$ 87 em Mogiana e R$ 88 a R$ 91 em Campinas (CIF)
- Rio Grande do Sul: entre R$ 76 e R$ 80 em Erechim
- Minas Gerais: R$ 78 a R$ 81 em Uberlândia
- Goiás: de R$ 80 a R$ 82 em Rio Verde – CIF
- Mato Grosso: de R$ 82 a R$ 83 em Rondonópolis
Bolsa de Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado foi sustentado pela redução dos estoques trimestrais dos Estados Unidos, apontados pelos dados divulgados ontem (31) pelo Departamento de Agricultura do país (USDA).
A fraqueza do dólar frente a outras moedas, o que traz competitividade às exportações de commodities estadunidenses, também trouxe suporte. Além disso, o movimento positivo do cereal foi reflexo de um possível aumento no uso de biodiesel na mistura obrigatória dos Estados Unidos.
Uma coalizão formada por empresas de petróleo e produtores de biocombustíveis se reúne nesta terça-feira (1) com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) para defender um aumento nos mandatos federais de mistura de diesel de biomassa.
O grupo busca elevar a cota para até 5,75 bilhões de galões, acima do atual limite de 3,35 bilhões de galões, considerado insuficiente pelo setor de biocombustíveis. A reunião ocorre em meio à expectativa de que a EPA anuncie novas metas de mistura de biocombustíveis para os próximos dois anos.
Milho no relatório do USDA
De acordo com o relatório do USDA, os estoques de milho nos EUA em 1º de março de 2025 totalizaram 8,150 bilhões de bushels, representando uma queda de 2% em relação ao mesmo período de 2024, quando os estoques eram de 8,352 bilhões de bushels.
O volume reportado pelo Departamento ficou abaixo da estimativa do mercado, que previa 8,195 bilhões de bushels.
Do total, 4,5 bilhões de bushels estão armazenados com os produtores, com recuo de 11% frente aos 5,079 bilhões de bushels indicados em igual período de 2024. Os estoques fora das fazendas somam 3,650 bilhões de bushels, com alta de 12 frente aos 3,273 bilhões de bushels indicados em 01 de março de 2024.
A expectativa de ampliação da área de milho dos Estados Unidos, que deverão cultivar 95,326 milhões de acres na safra 2025, alta de 5% frente aos 90,594 milhões de acres cultivados na temporada anterior, segundo relatório de intenção de plantio divulgado pelo USDA, impede ganhos mais expressivos para o cereal em Chicago.
Na sessão, os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam com alta de 4,50 centavos, ou 0,98%, cotados a US$ 4,61 3/4 por bushel. Os contratos com entrega em julho de 2025 fecharam com avanço de 5,00 centavos, ou 1,07%, cotados a US$ 4,68 1/4 por bushel.
FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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